Acompanhando o Mercado
Qual o montante mínimo para se investir no mercado de arte?
Um consulente me perguntou: qual o montante mínimo, para se começar a investir no mercado de arte, e qual o retorno que se pode esperar.
Resolvi transformar a resposta neste artigo. Assim, é esta a minha opinião:
1. quanto mais dinheiro você tiver, maior será as suas chances de lucro e mais rápidos serão os resultados;
2. não há um montante mínimo e, normalmente, este tipo de investimento é feito, parceladamente, sem periodicidade específica - compra-se ou corrige-se o rumo, quando a ocasião se apresentar;
3. uma coleção, que objetive investimento, tem que ser acompanhada, dia-a-dia, a fim de que se faça as correções de rumos, bem diferente de quando se objetiva apenas decorar uma casa com obras de arte;
4. uma coisa é comprar e vender (negociar e viver disso), outra, bem diferente, é comprar, corrigir rumos e, depois, realizar lucros; e, as duas possibilidades, são diferentes de se comprar objetivando o gosto pessoal, com ânimo de decorar a casa. Qual a diferença? E que, quando se trata de investimento, o investidor não pode se apaixonar pela obra de arte - gostando dela ou não, deverá comprar ou se desfazer dela, quando for chegado o momento de corrigir rumos ou realizar lucros. Há que se fazer a distinção dessas três possibilidades.
Conheço investidores do mercado de arte, que vão acumulando patrimônio em obras de arte, por vários anos, dez, vinte, trinta anos e, muitas vezes, nem chegam a realizar os seus propósitos de lucro, pelo simples fato de julgarem que, deixando o seu dinheiro aplicado em obras de arte, estão fazendo um melhor negócio. Acabam por deixar uma belíssima herança aos seus herdeiros.
Digo no capítulo 25 do Manual do Mercado de Arte, em síntese, que é possível investir em obras de arte, desde que você tome cuidados específicos e siga algumas regras.
Para investir em obras de arte não tendo a necessária experiência no mercado de arte, há que se contratar um profissional experiente do ramo, que tomará em seu nome uma série de precauções, na aquisição, na conservação e, mormente, no acompanhamento da coleção - substituição de obras de arte da coleção por outras melhores, mais oportunas, em se considerando uma valorização mais segura ou mais rentável, no futuro.
Obviamente, quem comprar, vender ou retiver qualquer ativo - caso da Bolsa de Valores, por exemplo - no momento certo e, principalmente, com acompanhamento profissional, é lógico que terá uma alta média de rentabilidade. O investimento em arte, feito do modo correto, profissional, também tem tudo para continuar a ser uma boa aplicação, sem se falar do lado cultural, patrimonial, do prazer e de status.
Os grandes investidores do mercado de capitais, inclusive bancos, costumam materializar parte de suas reservas em obras de arte: quando a Bolsa de Valores vai bem, o mercado de arte vai melhor ainda... É o que se ouve, comumente. Tire suas conclusões.
João Carlos Lopes dos Santos
Autor do Manual do Mercado de Arte Júlio Louzada Publicações - SP
Tel.: (55 - 21) 3325-1500, 3325-8641 e 9984-6846
www.pitoresco.com/consultoria e www.consultarte.com
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